Momento ponto de interrogação

15 07 2008

Se você procura algum sentido, se você lê meu blog em busca do que eu penso ou coisa assim , se você quer se sentir conforto do dia de hoje, não vai encontrar nada disso nesse post. Eu não vou tentar dar respostas nem nada mais. Hoje eu só tenho perguntas e uma tempestade de idéias, é provável que metade da galera não entenda. Eu mesmo não entendo.

Eu não entendo o porquê das coisas acontecerem. Não entendo o porquê de me sentir tão estranho em determinado dia e fazer coisas que nunca passaram pela minha mente. Não entendo o porquê de mudar o meu comportamento de uma hora pra outra. Não entendo o porquê de mim mesmo ou o porquê do Universo.

Quem é o Universo, Deus ou qualquer que seja a parada que faz as coisas serem como são?

Há quem diga que Deus é apenas um garoto com uma grande lupa e nós seríamos as formigas. Eu adoraria isso porque assim ele seria meu xará! (vide “The Ant Bully” antes de dizer que eu estou falando idiotices).

Há quem diga que prefere não acreditar em Destino porque não pode conceber a idéia de que não importa o que se faça existe algo certo no fim da estrada.

CARA, QUEM DITA AS REGRAS?

Um resumo do meu dia:

Acordei cedo e fiz uma coisa totalmente diferente.

Me empenhei em trabalhar.

Trabalhei até o meio dia, almocei e fui pagar contas (Contas? Pra que contas?).

Voltei ao trabalho e me empenhei mais ainda.

Depois comecei o meu caminho para casa.

Para a minha surpresa eu fui secado altas vezes. Não sei se hoje estou muito largado ou muito bonito. Uma semana sem fazer a barba, calças desbotadas e largas da época que eu vestia 2 números a mais e corria atrás de um ônibus. Por que diabos, bem hoje todas as meninas me olhavam a ponto de me sentir encabulado?

Chegando em casa sentei na frente do computador, olhei todas as xícaras em cima da minha mesa e pensei: What the fuck? Por que estou eu preocupado com tudo isso? Por que estou me sentindo assim?

Ok, algum tempo depois pensei em postar no blog e acabei entretido com outras coisas.

Em uma idéia brilhante acabei por perguntar pra algumas das pessoas que são importantes pra mim e estavam on no momento (e também pra quem eu achava que cabia perguntar uma coisa dessas) o que aconteceria se eu morresse hoje (não, eu não pensei em me matar e nem nada disso, NÃO PENSE NISSO) e acabei vendo que isso é uma coisa idiota (não que eu me preocupasse).

Por fim fui na padaria, comprei dois pacotes de pães: Um com 4 pães custando R$ 1,50 e um com 3 pães custando 1,05. Quando fui pagar o caixa olhou para mim e disse: É R$ 1,50.

Eu parei, pensei por alguns milésimos de segundo e falei estendendo o dinheiro: Não, cara, você está errado. Dá R$ 2,55.

Por um momento eu pensei: O que tá acontecendo?

Bom, cheguei em casa, coloquei um molho maroto no fogo e comecei a escrever isso. Quando eu comecei eu estava totalmente irritado com nada, absolutamente com nada.

Escrever isso não vai me fazer sentir melhor, ler isso provavelmente não vai fazer você se sentir melhor, mas devo dizer que estou extremamente relaxado nesse momento e a ponto de achar esse apenas mais um post idiota perdido na internet.

Não tenho conclusões hoje.

Ps: Achei que tinha perdido o rascunho após terminar e tive um breve momento de fúria. Será que é o Destino me dizendo que não devo publicar? Opa, acho que não, eu não acredito em Destino e dito as minhas próprias regras.





O Problema com Tortas…

10 07 2008
Torta de maçã

Torta de maçã

Neste exato momento alguém está na casa de um amigo para jantar e a mãe desse amigo está servindo uma bela torta de frango com pedaços de bacon. No momento que a mãe atravesse a porta da sala rumo a mesa, apenas um pensamento ocorre na mente deste mesmo alguém:

“Droga, eu odeio torta!”.

Bom, tem alguns pontos que nós podemos observar nesse acontecimento. O que eu gostaria de focar agora é:

Por que odiar tortas?

Por que não odiar peixe? Por que não odiar azeitonas? Por que tinha que odiar justamente tortas, sendo que cedo ou tarde alguém viria oferecer isso? Embora se formos parar pra pensar, em algum momento ele iria se ver obrigado a comer azeitonas, peixe ou o que quer que odiasse (a mesmo que fosse uma coisa contrária ao senso comum, mas não vem ao caso).

Bom, ele talvez odeie tortas pelo fato de ter comido muitas delas em sua infância. Talvez a mãe dele tivesse uma tortaria. Talvez um dia ele tenha encontrado um cabelo na sua torta.

Mesmo assim, por que tortas?

Tortas são um bom exemplo de como uma pessoa pode ser.

Cada torta tem seu recheio específico, e se não foi você quem preparou, não tem como saber o que tem dentro. Você só descobre depois de comer pelo menos um pedaço, e aí sim pode dizer que gostou ou não gostou. Você pode tentar descobrir pelo cheiro também, mas as vezes o cheiro que se sente pode ser apenas o da massa da torta. Mas tem um porém em descobrir o cheiro da torta: por mais que se descubra qual é o recheio, você só sabe se gosta ou não gosta daquela torta se já tiver experimentado uma similar ou um pedaço da mesma. Na verdade esse negócio de experimentar é um lance do destino. Não deixa ninguém dizer: não quero porque eu não vou gostar. Chega a ser irônico.

No final, tortas são como pessoas. Você só gosta se experimentar o recheio, existem aquela incrementadas e aquelas apenas para o café da tarde. Existem doces, salgadas e talvez alguma que seja a mistura dos dois.

Na real, tortas são um bom jeito de enxergar a vida. A vida pode ser uma torta, todos tem a massa (começo e fim) e decidem o que usar de recheio. Pode-se até fazer uma torta de vento se quiser.

Algumas situações podem ser tortas também. Você só sabe se experimentar.

Bom, mas isso não resolve o problema do nosso amigo da história. Vai ver ele não gostaria de pessoas também.

Então fica a dica, ou aprenda a comer tortas, ou frite um ovo!





O Fugitivo

1 07 2008

Poster do Filme \"O Fugitivo\"

“O Fugitivo” é um filme de 1993 que conta a história de um médico, chamado Richard Kimble, que chega em casa e vê sua esposa brutalmente assassinada. Kimble luta contra o assassino da mulher que acaba por fugir, ficando sobre ele toda a culpa pelo crime, sendo assim sentenciado a morte. Mas o Dr. não se contenta em ser acusado de um crime que ele não havia concebido e na primeira oportunidade foge e faz de tudo para provar sua inocência.

Ok, o primeiro fato para o qual eu gostaria de chamar a atenção é para o atacante desconhecido. Segundo o filme o atacante era um homem de um braço só (não, eu não estou brincando, Dr. Kimble estava meio fora de forma e perdeu para um homem sem um braço). Vamos fazer aqui uma analogia à nossa vida. Às vezes nos deparamos com algum problema e não percebemos a tempo que é apenas um homem de apenas um braço. Nosso pessimismo nos cega e pensamos, antes mesmo de ver o atacante, “WTF, acho que me ferrei”. Não preciso dizer que é provavel que se Kimble tivesse usado sua quantidade de braços superior em relação ao atacante, provavelmente ele poderia ter vencido.

Outro fato que me parece importante é: Por que Kimble tentou provar a inocência quando fugiu e não apenas se esconder como qualquer outro fugitivo faria? É obvio que ele fez isso porque se ele tentasse se esconder seria muito sem graça e ninguém assistiria ao filme. Mas se formos analizar mais de perto, parece que um dos motivos era que Kimble queria defender a sua honra. Atualmente parece que a honra não tem uma importancia muito grande. Ninguém tá nem aí pra honestidade e todas essas coisas consideradas baboseira. Devo dizer que baboseira é tentar parecer “mau”. Baboseira é chutar a sua honestidade por coisas ridículas que nem você mesmo considera importante, apenas para poder subir no conceito das outras pessoas. Baboseira é se esconder ao invés de provar a inocência quando na verdade a única vergonha que deveria ter é a de ter apanhado de um homem de um braço só.

Todos nós somos fugitivos. Alguns por motivos plausíveis, alguns apenas por medo de enfrentar alguma coisa. Mas todos deveriamos tentar provar a nossa inocência no que diz respeito aos nossos temores. Todos deveriamos largar as “baboseiras” de lado e correr atrás do que realmente é importante.