Encaçapar!

4 08 2008

Você já parou pra imaginar que a sua vida pode ser comparada a um simples jogo de sinuca na modalidade bola 8?

É incrível como podemos nos colocar nas mais diferentes jogadas, considerando que existem diversos ângulos que tornam cada movimento imprevisível e inimitável.

Vamos colocar aqui algumas constantes: Obviamente a mesa de sinuca seria o Universo/vida , o cara com o taco seria Deus/Destino/Casualidade, o taco seria as nossas ações e a bola branca seria todas as situações que passamos. Nunca podemos esquecer a Sorte que representa ela mesma. Veja bem, o mais interessante é que nós poderíamos ser comparados as bolas restantes, inclusive a bola 8.

Podemos até pesar tudo e tentar descobrir se Deus/Destino/Casualidade é um jogador habilidoso ou se nossas próprias ações estão de acordo com a derrubada das bolas.

Agora chegamos a uma parte bem interessante: As variáveis.

O jogo em si poderia ser um momento, a vida inteira ou até um local. As caçapas podem ser um objetivo ou a morte. E agora as bolas: nós!

Nós podemos ser qualquer bola. Você pode ser a bola 1 que é a primeira a ser derrubada quando alguém erra. Você pode ser a bola 8, não participa efetivamente do jogo ou fica quietinho em um canto, teima em acertar a caçapa, mas quando acerta é a alegria da galera.

Eu particularmente me identifiquei com a bola 4 em um jogo. Nessa ocasião a bola ricochetou nos quatro cantos da mesa e acabou parando exatamente no mesmo lugar. Existem situações que eu me identifico com a bola 5 que estava encostada na 3 e precisou empurrá-la para que ela pudesse acertar a caçapa.

Enfim, as bolas fornecem inúmeras possibilidades…

Temos também outros elementos como por exemplo a ficha que é o que inicia o jogo e pode ser uma pessoa ou otras coisas mais. Temos o giz que ajuda na tacada mas que não garante nada. Temos o triângulo que é o que ajeita as bolas.

Note que um jogo não tem uma bola só. Você nunca está sozinho em um jogo, sempre vai ter gente querendo ser encaçapada antes e tentando roubar o seu lugar no buraco.

Agora podemos pensar: por que Deus/Destino/Casualidade seria o jogador?

Porque alguém precisa segurar o taco e iniciar a jogada, mesmo que seja só a Casualidade.

O taco são nossas ações porque a angulação dele poderia mudar totalmente o rumo do jogo.

A bola branca são as situações. Ela pode parar em qualquer lugar e mudar totalmente a sua jogada planejada. Dependendo a posição ela pode deixar realmente fácil de encaçapar uma bola.

As jogadas são as mais diversas, podendo acertar até duas bolas ao mesmo tempo.

As vezes podemos tentar acertar uma caçapa (objetivo) e acabamos acertando outra do lado contrário da mesa. As vezes isso é uma coisa extraordinária. Todas as vezes é uma coisa maravilhosa…





Momento ponto de interrogação

15 07 2008

Se você procura algum sentido, se você lê meu blog em busca do que eu penso ou coisa assim , se você quer se sentir conforto do dia de hoje, não vai encontrar nada disso nesse post. Eu não vou tentar dar respostas nem nada mais. Hoje eu só tenho perguntas e uma tempestade de idéias, é provável que metade da galera não entenda. Eu mesmo não entendo.

Eu não entendo o porquê das coisas acontecerem. Não entendo o porquê de me sentir tão estranho em determinado dia e fazer coisas que nunca passaram pela minha mente. Não entendo o porquê de mudar o meu comportamento de uma hora pra outra. Não entendo o porquê de mim mesmo ou o porquê do Universo.

Quem é o Universo, Deus ou qualquer que seja a parada que faz as coisas serem como são?

Há quem diga que Deus é apenas um garoto com uma grande lupa e nós seríamos as formigas. Eu adoraria isso porque assim ele seria meu xará! (vide “The Ant Bully” antes de dizer que eu estou falando idiotices).

Há quem diga que prefere não acreditar em Destino porque não pode conceber a idéia de que não importa o que se faça existe algo certo no fim da estrada.

CARA, QUEM DITA AS REGRAS?

Um resumo do meu dia:

Acordei cedo e fiz uma coisa totalmente diferente.

Me empenhei em trabalhar.

Trabalhei até o meio dia, almocei e fui pagar contas (Contas? Pra que contas?).

Voltei ao trabalho e me empenhei mais ainda.

Depois comecei o meu caminho para casa.

Para a minha surpresa eu fui secado altas vezes. Não sei se hoje estou muito largado ou muito bonito. Uma semana sem fazer a barba, calças desbotadas e largas da época que eu vestia 2 números a mais e corria atrás de um ônibus. Por que diabos, bem hoje todas as meninas me olhavam a ponto de me sentir encabulado?

Chegando em casa sentei na frente do computador, olhei todas as xícaras em cima da minha mesa e pensei: What the fuck? Por que estou eu preocupado com tudo isso? Por que estou me sentindo assim?

Ok, algum tempo depois pensei em postar no blog e acabei entretido com outras coisas.

Em uma idéia brilhante acabei por perguntar pra algumas das pessoas que são importantes pra mim e estavam on no momento (e também pra quem eu achava que cabia perguntar uma coisa dessas) o que aconteceria se eu morresse hoje (não, eu não pensei em me matar e nem nada disso, NÃO PENSE NISSO) e acabei vendo que isso é uma coisa idiota (não que eu me preocupasse).

Por fim fui na padaria, comprei dois pacotes de pães: Um com 4 pães custando R$ 1,50 e um com 3 pães custando 1,05. Quando fui pagar o caixa olhou para mim e disse: É R$ 1,50.

Eu parei, pensei por alguns milésimos de segundo e falei estendendo o dinheiro: Não, cara, você está errado. Dá R$ 2,55.

Por um momento eu pensei: O que tá acontecendo?

Bom, cheguei em casa, coloquei um molho maroto no fogo e comecei a escrever isso. Quando eu comecei eu estava totalmente irritado com nada, absolutamente com nada.

Escrever isso não vai me fazer sentir melhor, ler isso provavelmente não vai fazer você se sentir melhor, mas devo dizer que estou extremamente relaxado nesse momento e a ponto de achar esse apenas mais um post idiota perdido na internet.

Não tenho conclusões hoje.

Ps: Achei que tinha perdido o rascunho após terminar e tive um breve momento de fúria. Será que é o Destino me dizendo que não devo publicar? Opa, acho que não, eu não acredito em Destino e dito as minhas próprias regras.





O Problema com Tortas…

10 07 2008
Torta de maçã

Torta de maçã

Neste exato momento alguém está na casa de um amigo para jantar e a mãe desse amigo está servindo uma bela torta de frango com pedaços de bacon. No momento que a mãe atravesse a porta da sala rumo a mesa, apenas um pensamento ocorre na mente deste mesmo alguém:

“Droga, eu odeio torta!”.

Bom, tem alguns pontos que nós podemos observar nesse acontecimento. O que eu gostaria de focar agora é:

Por que odiar tortas?

Por que não odiar peixe? Por que não odiar azeitonas? Por que tinha que odiar justamente tortas, sendo que cedo ou tarde alguém viria oferecer isso? Embora se formos parar pra pensar, em algum momento ele iria se ver obrigado a comer azeitonas, peixe ou o que quer que odiasse (a mesmo que fosse uma coisa contrária ao senso comum, mas não vem ao caso).

Bom, ele talvez odeie tortas pelo fato de ter comido muitas delas em sua infância. Talvez a mãe dele tivesse uma tortaria. Talvez um dia ele tenha encontrado um cabelo na sua torta.

Mesmo assim, por que tortas?

Tortas são um bom exemplo de como uma pessoa pode ser.

Cada torta tem seu recheio específico, e se não foi você quem preparou, não tem como saber o que tem dentro. Você só descobre depois de comer pelo menos um pedaço, e aí sim pode dizer que gostou ou não gostou. Você pode tentar descobrir pelo cheiro também, mas as vezes o cheiro que se sente pode ser apenas o da massa da torta. Mas tem um porém em descobrir o cheiro da torta: por mais que se descubra qual é o recheio, você só sabe se gosta ou não gosta daquela torta se já tiver experimentado uma similar ou um pedaço da mesma. Na verdade esse negócio de experimentar é um lance do destino. Não deixa ninguém dizer: não quero porque eu não vou gostar. Chega a ser irônico.

No final, tortas são como pessoas. Você só gosta se experimentar o recheio, existem aquela incrementadas e aquelas apenas para o café da tarde. Existem doces, salgadas e talvez alguma que seja a mistura dos dois.

Na real, tortas são um bom jeito de enxergar a vida. A vida pode ser uma torta, todos tem a massa (começo e fim) e decidem o que usar de recheio. Pode-se até fazer uma torta de vento se quiser.

Algumas situações podem ser tortas também. Você só sabe se experimentar.

Bom, mas isso não resolve o problema do nosso amigo da história. Vai ver ele não gostaria de pessoas também.

Então fica a dica, ou aprenda a comer tortas, ou frite um ovo!





O Fugitivo

1 07 2008

Poster do Filme \"O Fugitivo\"

“O Fugitivo” é um filme de 1993 que conta a história de um médico, chamado Richard Kimble, que chega em casa e vê sua esposa brutalmente assassinada. Kimble luta contra o assassino da mulher que acaba por fugir, ficando sobre ele toda a culpa pelo crime, sendo assim sentenciado a morte. Mas o Dr. não se contenta em ser acusado de um crime que ele não havia concebido e na primeira oportunidade foge e faz de tudo para provar sua inocência.

Ok, o primeiro fato para o qual eu gostaria de chamar a atenção é para o atacante desconhecido. Segundo o filme o atacante era um homem de um braço só (não, eu não estou brincando, Dr. Kimble estava meio fora de forma e perdeu para um homem sem um braço). Vamos fazer aqui uma analogia à nossa vida. Às vezes nos deparamos com algum problema e não percebemos a tempo que é apenas um homem de apenas um braço. Nosso pessimismo nos cega e pensamos, antes mesmo de ver o atacante, “WTF, acho que me ferrei”. Não preciso dizer que é provavel que se Kimble tivesse usado sua quantidade de braços superior em relação ao atacante, provavelmente ele poderia ter vencido.

Outro fato que me parece importante é: Por que Kimble tentou provar a inocência quando fugiu e não apenas se esconder como qualquer outro fugitivo faria? É obvio que ele fez isso porque se ele tentasse se esconder seria muito sem graça e ninguém assistiria ao filme. Mas se formos analizar mais de perto, parece que um dos motivos era que Kimble queria defender a sua honra. Atualmente parece que a honra não tem uma importancia muito grande. Ninguém tá nem aí pra honestidade e todas essas coisas consideradas baboseira. Devo dizer que baboseira é tentar parecer “mau”. Baboseira é chutar a sua honestidade por coisas ridículas que nem você mesmo considera importante, apenas para poder subir no conceito das outras pessoas. Baboseira é se esconder ao invés de provar a inocência quando na verdade a única vergonha que deveria ter é a de ter apanhado de um homem de um braço só.

Todos nós somos fugitivos. Alguns por motivos plausíveis, alguns apenas por medo de enfrentar alguma coisa. Mas todos deveriamos tentar provar a nossa inocência no que diz respeito aos nossos temores. Todos deveriamos largar as “baboseiras” de lado e correr atrás do que realmente é importante.





Sobre Momentos e Alterações

13 04 2008

As vezes parece que as coisas estão ruins…

Ficamos desconfiados esperando alguma coisa dar errado, quando na verdade estamos apenas distorcendo a realidade.

É incrível quando notamos que quando mais pensamos que as coisas vão dar errado, mais parece que elas estão acontecendo de um modo ruim.

Na verdade quando pensamos que tudo está mal, começamos a agir errado, como se não fossemos nós mesmos. Assim por fim acabamos colocando a culpa em pessoas que não fizeram nada.

Devo dizer que nos ultimos dias tenho agido de um modo ruim, e que falei coisas que não deveria. Fiquei incomodado com situações que nunca me incomodaram e tentei mudar o foco de mim mesmo para as outras pessoas. Para essas pessoas eu devo um pedido de desculpas e apenas espero que as coisas voltem a ser como antes, e se possível, melhores.

Então basicamente esse post é um pedido de desculpas, não tem nada em especial, não diz nada surpreendente, e acho que é o primeiro post meramente pessoal que eu escrevo.

Então, sem mais delongas, me desculpem aqueles que eu sufoquei, incomodei ou com quem me chateei.

Espero realmente que as coisas melhorem daqui por diante. =)





Alone… maybe…

1 04 2008

“Such a lonely day

And it’s mine

The most lonely day of my live” – Lonely Day – System of a Down

Parece que as vezes o Universo conspira contra nós…

Parece que às vezes quando alguém está triste, todos estão triste…

Parece que quando alguma coisa não vai bem, tudo dá errado…

Às vezes ficamos esperando aquela pessoa cruzar o nosso caminho, aquela plaquinha subir no msn ou aquele alguém te procurar para saber se está tudo bem. Mas bem no dia em que esperamos alguma dessas coisas, aquela pessoa cruza teu caminho e nem diz “oi”, ou até mesmo não cruza, aquela plaquinha não sobe, ou se sobe fica só nisso e ficamos  esperando que um “=]” suba também, mas isso não acontece.

Ao que parece depender das pessoas é um tanto quanto escorregadio.

Não sei se todos já sentiram o que eu descrevi, mas é realmente desgastante esperar algo assim.

Mas como diz uma música:

“I feel so hollow

Time to do what’s best for me I believe I can change” – Hollow – Godsmack

 Talvez seja hora de tentar mudar algo… de para de me preocupar com as pessoas, de parar de esperar que alguém estenda a mão, mesmo que seja só por um dia.

Esse post pode parecer um tanto quanto melancólico, mas na verdade é uma tentativa de dizer que talvez se tudo está correndo pra que as pessoas se afastem todas ao mesmo tempo, mesmo que só por um dia, é melhor aprender a não se sentir solitário, mesmo estando sozinho…

Este talvez seja um dos maiores desafios da vida, mas o que me impede de tentar?

É… talvez seja algo que possa ser mudado… veremos se as pessoas continuam alheias ao desinteresse ou se algumas coisas devem ser mudadas…





Pseudo-Post (?)

18 03 2008

No dia-a-dia podemos olhar para os lados e notar que todas as pessoas tem uma assinatura. Não aquela assinatura que colocamos em cheques e documentos, mas sim aquilo que difere do resto das pessoas. Em muitas pessoas a assinatura é um sotaque diferente, em outras é o modo como ri e em outras é a camiseta roxa que anda sozinha.

Quando olhamos para os lados em um local público, podemos ver góticos, meliantes, patricinhas e mauricinhos, depressivos, intelectuais, feministas, populares, patéticos idiotas, etc. Mas as pessoas mais “intrigantes” são os pseudos… Pseudo-góticos, pseudo-meliantes, pseudo-patricinhas e pseudo-mauricinhos, pseudo-depressivos, pseudo-intelectuais, pseudo-feministas, pseudo-populares e pseudo-patéticos idiotas.

Uma pessoa se torna pseudo-alguma-coisa quando acha bonito ou quando tenta agradar alguém. Eu diria que ser pseudo-algo é fechar os seus olhos para o significado de determinada ação e apenas aceitar às consequências (tanto positivas quando negativas) dessa ação. Às vezes as pessoas aceitam consequências quando na verdade o motivo é melhor que parece. Digamos que exista um pseudo-grevista. De que adiantaria ser um grevista sem saber a causa pela qual ele está lutando? Esse seria um exemplo exagerado do que muitas pessoas fazem de modo banal, por assim dizer.

Não quero dizer que certas marcas registradas não devem ser copiadas, e sim que ignorar os fatos que precederam a escolha de uma ação pode ser um erro.

Talvez, se as pessoas soubessem o que implica imitar alguém ou alguma coisa o mundo seria melhor e com pessoas conscientes das coisas que estão fazendo.

Segue-se um conselho… escolha bem o que você quer ser, e não pareça ser alguém que você não é.